terça-feira, 23 de abril de 2013

Etc - Pecado fashion: Todo mundo tem o seu!


Hoje, após um break de um mês e meio devido a compromissos pessoais de trabalho e estudos, venho matar as saudades de fazer o que mais gosto, que é blogar para vocês, e vou aproveitar para falar sobre um tema que muita gente não gosta de tocar mas acho necessário, como um exorcismo de uma "alto-culpa" que as vezes carregamos dentro de nós: o pecado fashion.

Sim, TODO MUNDO GOSTA DE USAR UMA COISA QUE TEM VERGONHA. Todos, sem exceção, me incluo nesse grupo, e inclusive aproveito também para confessar uma notícia bombástica (que rufem os tambores! rs): EU GOSTO DE CROCS E CALÇA SARUEL DE MALHA! Ta-dããã, pronto, podem me jogar tomates agora, pra muita gente a partir dessa linha, não serei mais considerada tão fashion assim! Hahaha

(Meu modelo favorito!)


O ponto aonde quero chegar é: Você pode se vestir como quiser, até sustentando um estilo excêntrico ou cafona para a maioria. Tem coisas que abomino publicamente, como sandália papete, chapéu australiano (que nem aqueles que a Eliana usava nos anos 90, com a abinha da frente dobrada, rs), pochete, calça de tactel, moleton com a barra bufante (principalmente calças, argh!) e camisa regata masculina, mas isso não quer dizer que o outro não possa usar. O fato de não gostar de uma coisa, não quer dizer que todos tenham que ser como eu supostamente "gostaria", isso é ter uma visão bitolada das pessoas, colocando-as em caixas. Vivemos num mundo cheio de opressão, em vários sentidos, então poder nos expressar por meio das roupas, cabelo e estilo, é uma dádiva, é como se apresentar ao mundo sem dizer uma palavra.

(O que eu disse? Olha ai! rs)


Não importa se você gosta de mocassim marrom de "camurça" com missanguinhas, aquele da Mr. Cat (outro clássico dos anos 90 que fez muito sucesso, lembra?) até hoje, ou se guarda aquela mochila jeans velha do Cantão e usa de vez em quando, assim como o moletom largão do Hard Rock Café (aquele que a sua tia trouxe da viagem e você fingiu que não ligou muito, mas que não passa um dia de frio sem usar, rs), a bandana com motivos tribais ou a corrente de prender na calça, dentre tantas outras coisas que já foram moda um dia, em algum tempo no universo, rs. O que importa é você saber usar qualquer coisa que gosta mas assumindo as consequências de ser original nesse mundo que acabei de descrever, sem se incomodar genuinamente com o que vão dizer de você, muitas vezes rindo na sua cara inclusive.


(Atire a primeira pedra quem não teve ou ao menos queria ter na época!)


Os grandes pensadores e ditadores de tendências na moda, se esqueceram que o que hoje é brega, foi criado por alguém e um dia foi bem aceito, objeto de desejo e fator definitivo para dizer quem é fashion e quem não é. No fundo, na minha humilde opinião isso tudo não passa de uma grande babaquice, inventada por essas pessoas que se acham deuses no olimpo da moda, e que tem um bando de seguidores histéricos prontos para um comportamento de repetição, afim de se sentirem inclusos no "seleto clubinho". Claro que todos nós, humanos que somos, temos a necessidade de nos sentirmos inclusos como membros de algum ciclo social, um grupo do qual nos identificamos, mas nada paga o preço de ser original todos os dias, assumindo o que gosta e o que não gosta, inclusive na hora de se vestir, assim atraindo quem realmente gostar de você pelo o que você É (e a roupa que você finalmente se permitiu escolher honestamente define quem você é, independente de preços e etiquetas).

(Tia Cyndi, ultra estilosa e diva, não dando a mínima desde 1980 para você que é chato e fashion victim!)

Eis aqui um apelo sincero de uma devota e curiosa da moda, que ama o fashion e abstrato, mas não passa a maior parte dos dias corriqueiros sem usar a boa e velha combinação de calça jeans e all star. Chique é ter estilo com conforto para batalhar o dia todo trabalhando, estudando, cuidando de sua casa e família, chique é se divertir quando achamos graça ao observar as pessoas, mas com descrição e educação, sem caçoar e magoar o outro; Chique é ser você.

Um beijo,

Fab